terça-feira

Nos últimos dois dias aprendi a pronunciar azulejos em castelhano, nos últimos dois meses e agora num exercício que me é tão característico, embelezo a minha vida de exploração laboral, e como escrevia atrás, nos últimos meses aprendi a raciocinar em várias línguas sem que isso me tire a calma ou o sono.

Aprendo todos os dias mais uma palavra nova que adiciono ao parco léxico que tenho de todas as línguas que estão para lá do Inglês e do Português. Todos os dias treino a pronúncia do castelhano afincadamente, quase que estabeleço uma troca inconsciente com os turistas que procuram os meus esclarecimentos, informo-te e tu ensinas-me palavras novas e pronúncias correctas.

Como é mais fácil comecei pelo castelhano, naturalmente. O grau de entendimento é enorme e quase que não dá para dizer que não falo castelhano com ninguém que me fale nessa língua do demo! Já se sabe que de lá, nem bom vento, nem bom casamento.

Apercebo-me então da vantagem que granjeamos, os tugas, em relação a muitas nacionalidades que traduzem todos os conteúdos internacionais para a sua língua materna, a falta de abertura auditiva a outras línguas, especialmente quando essas línguas têm a mesma raiz que a nossa, no caso dos idiomas latinos língua morta, mas fundadora da nossa identidade comum e isto, na verdade, não é nada pouco. Capacita-nos de falar quase tudo e aliado ao facto de por cá, não se dobrar nada a não ser os programas infantis, ficamos em vantagem para com os espanhóis, os franceses ou italianos que dobram tudo para o seu idioma.

Isto é de louvar e é a protecção de um dos mais importantes elementos da nossa cultura, mas sem conta, peso e medida pode ser também um fechamento que não se quer. Um individuo que esteja exposto a mais do que a sua língua materna e não só em contexto académico, é uma pessoa mais preparada para o futuro, é uma pessoa mais aberta, mais ágil e mais tolerante.

Isto porque aprender e dominar novas línguas é um factor de aproximação com o mundo, é mundividência sem sair do mesmo sítio.

Lá se diz que existem muitas formas de viajar pelo mundo fora. Viajar pela língua dos outros é sem dúvida uma das melhores formas de nos aproximarmos dos restantes povos do mundo.

Pena será, que mesmo com a quantidade imensa de conteúdos nas mais variadas línguas, existam idiomas com os quais não posso contar com a familariedade ou com a exposição mediática, nem como o portunhol ou mesmo com séculos de relações. Contínuo sem ter a mínima noção do que diz um alemão furioso com a desorganização dos sites turísticos portugueses ou com o ritmo de vida tão diferente do seu que Lisboa transpira. Pois é pazinho, é a vida, assim como assim, se não falarmos na língua dos outros não percebo nada do que dizes.

Tem sempre a sua piada a Torre de Babel, parece que nem é um castigo assim tão grande!

quarta-feira

Lisboa ordinária

Ontem fiz uma viagem para dar as boas vindas ao bom tempo, passeie no 28 à noite, Lisboa silenciosa e o vento a bater-me na cara, com a cabeça de fora a ver a cidade que me passava pelos olhos.


Vi do cima das colinas e recortado entre os prédios o rio e o céu e as estrela pela 1ª vez há muito tempo. Nas vielas inclinadas vislumbrei o abismo da calçada, ladeada por portas castanhas e rugosas, manchadas pela intempérie, deliciei-me com o silêncio incrível no qual Lisboa de repente ficou mergulhada e de vez em quando, pinceladas de cor nos passeios, arraiais por toda a parte, sardinhas, vinho manhoso, música duvidosa!

Nichos de vida, instantânea, incompleta, no meio da rua, assim largada para quem lhe quisesse pegar, entrar, desfrutar.

Lisboa, assim, numa noite de silêncio aparente, lisboa assim, ordinariamente falsa e aparentemente calma, a cada esquina um mundo, um microcosmos, mil movimentos, mil feixes de vida, de energia agitada de verão a percorrer as avenidas.

Sinto aqui como em casa, mas não sei onde fica, sinto-a em todas as ruas, sinto-o familiarmente aqui e já, sinto-a parte integrante de mim, da minha história mais recente.

Consigo vivê-la mesmo de rastos com o trabalho novo, exploro-a e assim, vou indo de jangada em jangada, de aventura em aventura.

Pela casa, pelo nariz, pela janela adentro entra o cheiro a sardinha assada e já as como e não fico enjoada, como-as no pão, sentada em ruas inclinadas e mesas para lá de tortas, como-as sentada estrategicamente onde o vinho não me cai-a para cima, como-as congeladas em Alfama, mas como-as a ouvir o calor a envolver a rua, como-as falsamente sardinhas como Lisboa, falsa e ordinária, sedutora, sempre vagabunda e suja, mais curtida pelas intempéries.

Como as sardinhas e corro para o eléctrico. A casa é já ao virar da esquina e cheira a sardinha.

terça-feira

Quero acreditar, quero que o capital e os capitalistas se fodam e quero uma vida alternativa ou dia em que só me apeteceu vomitar.

Quero a confiança de volta, quero os sonhos, as ambições, as esperanças, a fé nesta vida. Quero novamente motivação e razão para acreditar, em mim!

Quero que me tratem como uma pessoa com uma identidade, uma vida e não como a merda de um número, porque a quem me trata como um número, eu respondo com um manguito, dos grandes, eu quero fazer uma revolução, eu não quero deixar este mundo assim, eu não quero sofrer com esta transição de um país sub-desenvolvido para a pós-modernidade europeia e de primeiro mundo, porque é aí que estamos e por isso, vamos todos nós ser carne para canhão, pertencer a uma equação maior que não é a melhoria das nossas vidas, nem o caminho para uma sociedade mais justa.

Eu quero a minha identidade de volta, eu quero que saibam que sou uma pessoa e tenho uma cara para a qual tiveram vergonha de olhar no momento em que decidiram que eu já não entrava na equação.

Eu não quero ser despedida por sms, eu não quero ser um número de série, de funcionário, de desempregada, de telefone. Eu sou eu e tenho nome e identidade e recuso-me a entrar para esta equação de modernidade forçada e de capitalismo selvagem, a partir de 30 de Maio engrosso a fila dos desempregados, faço parte da estatística que vai assustar a União Europeia e encher os bolsos aos idiotas dos donos das empresas deste país.

Eu quero que o Sócrates se foda e que a Marktest se lixe, eu quero que este pessoal que só pensa em dinheiro o leve para a cova e seja infeliz para o resto da eternidade, eu quero que os empresários deste mundo sejam encornados pelas mulheres dondocas e frustradas e que estas lhes torem as fortunas.

Eu não sou um número e tenho medo, muito medo do que o futuro nos reserva.

A precariedade é uma coisa muito séria, temos que abrir os olhos, porque nada de bom aí vem. Faço parte de uma geração adiada, vida congelada!

Eu não sou um número e quero que eles se fodam! E eu recuso-me a chorar, eu recuso-me a verter mais uma lágrima por me destruírem as aspirações, eu luto e quero que vocês se fodam.


sábado

São dias felizes os que se passam, dias de partilha, dias da volta aos amigos, dias de festa, muita festa e sorriso.

Às vezes fico na dúvida, por vezes tenho medo, outras vezes recebo notícias más e muita coisa muda, no entanto, tenho tido sempre vontade de levar o meu sorriso para a rua, porque os dias estão mais leves, o trabalho parece mais estimulante, apesar de não o ser, não há ilusões, mas há força para novas apostas, há pouco tempo para pensar, racionalizar, andar com a cabeça às voltas. Só fazer.

Sinto a segurança de umas mãos que me encaminham e que encaminho, com quem partilho os dias e as noites e ainda, com o mesmo fulgor, a mesma fome, a mesma vontade do inicio.

A paixão atraí serenidade e turbulência ao mesmo tempo e por causa dela, pelo medo que perdi, ganhei tanto e recebo muito mais. Dou em troca o meu mau feitio e também o meu companheirismo, do outro lado, ai do outro lado...recebo o que de melhor e pior a alma apaixonada consegue dar ao objecto do seu desejo. Pernas para andar, ar para respirar, sol que aquece a minha pele, braços que me abraçam, sorrisos e olhares de cumplicidade e um imenso mar azul, ora de tranquilidade, ora de tormentas, nem tantas. Só ondas fortes de afirmação e demonstração, cavernas que estão no fundo do mar, às vezes a água que por elas entra é fria, gelada, outras, a maior parte das vezes, é quentinha e ondulante, azul cristalina.

E mesmo, quando pelas minhas(nossas) noites e dias me passam outros mares, outros seres e sinto impulsos e vontades de me deixar levar pela corrente nova que me tenta desviar do meu porto de abrigo, lembro-me que há tanto que ainda não sei e tanto que ainda não partilhei, que mais vale ficar, aqui neste porto de abrigo!

Hoje e para não variar há festa, da rija...a família desceu ao sul, enxurrada de afectos e sorrisos está a chegar!

quinta-feira

A minha imagem virtual


Divirtam-se em http://www.mvm.com


terça-feira


O Caminho faz-se Caminhando


O caminho faz-se caminhando é o título de um programado apresentado pelo Mário Soares num dos canais públicos que ainda não vi, mas que tem um mote que tilintou cá dentro e me ficou na cabeça assim que o ouvi seduzindo-me.
Pôs-me então a pensar na imensa capacidade de mudança que todos temos, de seguir o rumo que as coisas tomam e de tranquilamente nos irmos adaptando a novas realidades e vidas! Com calma e serenidade, precedida tantas vezes pela ansiedade do amanhã, encontro a possibilidade e vontade de percorrer e levar a cabo o que se me apresenta, contorno, adapto e neste entendimento mútuo faço e traço o caminho, caminhando!

E o melhor? Não estou sozinha e tal como eu todos nos tentamos encontrar neste turbilhão de emoções e sensações e sentimentos, encontrar neste colectivo a individualidade, o nosso ser, o que me encantou há-de ser o que me dá força e vontade de caminhar por este carreiro.

Com tempo para tudo fazemos o nosso tempo.

P.S- A foto foi tirada no Alentejo no Verão de 2007. Eu e o gato Jorge! Já percorri muito chão e caminho com este amigão;)

sexta-feira

Bebé chorão

O céu nem sempre está azul, o sol nem sempre brilha e nos aquece os pezinhos e também por isso, nem tudo é sempre cor de rosa, sem dúvidas e com certezas tranquilizantes.

Sigo por esta estradinha de tijolos que vai unindo os dias e as noites, por vezes paro nos jardins e sento-me nos bancos, acompanhada por caras e sorrisos familiares outros nem tanto, por vezes dou por mim a olhar, sozinha nos miradouros que ladeiam a estradinha de tijolos que percorro diariamente, vezes há que descanso nos abrigos dado pelas copas das árvores, outras que me escondo e protejo das chuvas nas casa de madeira que vou encontrando, numas caí água e ouço o vento a querer entrar pelas frinchas da madeira gasta da porta frágil que fecho atrás de mim, por vezes encontro moradias modernas, robustas e luxuosas, entro e sento-me descansada à lareira e usufruo do aconchego do lar, mas as que me dão mais prazer entrar são as que vazias rapidamente se tornam minhas.

Já lá vão seis casas e muitos amigos, estórias, aventuras e gargalhadas e em todas elas chorei, chorei até ficar sem ar, lágrimas que caem pelo meu rosto porque não podem ficar mais nos saquinhos lacrimais, não aguento a pressão e tantas vezes não sei porque aconteceu e fui sempre feliz em todas elas e sempre senti que a mudança de uma para a outra é feita de forma sequencial, uma montanha que vou trepando e agora, que parece que cheguei a algum lado, vejo do alto do prédio, uma cidade que me acolheu e me transformou.

É verdade, estou aqui há menos de um mês e já chorei. Parece-me que vou chorar muito mais, mas as gargalhas que já dei nestas quatro paredes, em pouco menos de um mês, parecem compensar todas as gotas de água que possam deslizar pelas minhas bochechas gordinhas e de eterno bebé!

quinta-feira

Quadros e fotografias

Tudo está diferente novamente: nova casa, a cidade vista de um outro prisma, lá no fundo o castelo de S. Jorge, os miradouros, a Sé e num plano mais abaixo, o rio, recortado no meio das casas, mais uma vez parece que faz parte de um lago, desta vez, é mais uma baía.


Em frente à janela da cozinha, cá do alto do quarto falso andar, porque no fundo são cinco lances de escadas, tenho um pano pintado, recortes de casas coladas nos socalcos das colinas que fazem de Lisboa a cidade bonita que é. Daqui de cima, sinto a claridade branca desta cidade, faça ou não sol a bruma que a envolve está presente sempre.

Contemplo a cidade de cima para o vale, o eixo oriental da cidade ou a Av. Almirante Reis como é conhecida e não vejo carros, nem pessoas, apenas uma sucessão de quadros realistas, fotografias que em dias enublados parecem ser a preto e branco, um papel cenário, aqui e ali, um aglomerado verde, aqui e ali casas pintadas com os tons claros de Lisboa, os cor de rosa pombalinos, os verde água, os azuis a fugir para o bebé e o amarelo tão característico de Lisboa!

Daqui de cima imagino vidas e casas, mesmo abaixo da minha janela um concentrado de armazéns abandonados com os telhados cheios de gatos que apanham banhos de sol lascivamente deitados na chapa gasta.





domingo


Gosto de te ver e sentir e mais que tudo de te ver a dormir ao meu lado, mas é bom seguir o meu caminho, estar comigo a sentir o que se passa, a usufruir do que me trazes de bom, do quanto me fortaleces a alma e me mostras novos mundos.


Sou maior, mais generosa, acredito mais desde que conheci o que me dás, desde que te conheci e te "provei", estou inebriada, com os copos, bêbada prazer!
E cheia de medo.....

Bom Ano e banalidades!

Mais um ano começa e depois da ressaca e da euforia da noite de festa rija que é a passagem de ano, verificamos que é mais do mesmo.

No entanto, é bom que simbolicamente exista esta data e que represente em nós uma certa vontade de mudar de vida...ou não, mas a ilusão de ano novo, vida nova até nos pode dar forças para ir aos poucos, tomando novas opções e fazendo novas escolhas.

Tempos de mudança quanto mais não seja pela nova lei do tabaco e da sua efectiva aplicação que tantos comentários e conversas suscita. Acho que é quase um desbloqueador de conversa. A partir de agora, espaços fechados com ar limpo...talvez a cheirar a suor. Como fumadora, acho uma seca ter que me deslocar fora dos sítios para fumar, abandonar as conversas e tudo mais para matar o bicho, mas mesmo assim, parece-me e sempre que não esteja a chover, algo interessante esta rotação, entra e sai para fumar um cigarro.

Experimentei esta situação ontem à noite e fartei-me de falar com gente e a dar outra dinâmica à noite e coisa boa, não cheguei a casa a cheirar a tabaco, a tresandar a fumo.

No entanto, não deixa de ser uma situação estigmatizante e como tudo isto é novidade, é quase inevitável que os não-fumadores fiquem de olho arregalado a mirar os fumadores, os tais que têm que sair dos estabelecimentos onde se encontram para se irem esfumaçar. Coisa curiosa, alguns não-fumadores acompanham os fumadores no cigarrinho. São pares de namorados desfeitos, compinchas da diversão que se podem sentir desenquadrados ou sozinhos...isto ainda vai drama.

Qualquer coisa de ridículo será o folclore que se fez à volta do facto do presidente da Asae estar a fumar na noite da passagem de ano, no casino. I don´t give a fuck! Mas que chatice, que moralismo, fumou, e depois? Que lhe tivessem perguntado se ele não deveria pagar uma multa, aí sim, poderíamos ter uma reacção moralista, se ele evidentemente, respondesse que não ou outra coisa qualquer.

Agora, tudo isto reflecte um ressabiamento tradicional do povinho, ai é o gajo fumou? muito bem, nós até andamos todos aqui a tentar levar esta lei de forma branda e a ver se não nos chateamos e este gajo fuma na passagem de ano. Mas não queremos admitir e por isso, caímos-lhe em cima.

Porra, é preciso fazer disto abertura de jornal, mas evidente que o pessoal infringe a merda da lei na noite da passagem de ano, que sítios puseram em vigor a lei na passagem de ano? Who gives a fuck?

Não tem moral para andar a chatear o pessoal? Muito provavelmente não, mas não será porque foi apanhado a fumar a cigarrilha que não tem moral para nos vigiar, quem de nós, mortais e humanos têm moral para vigiar os seus semelhantes? Ninguém, temos a moral possível e a legitimidade que nos é dada pelos cargos que desempenhamos nas nossas funções laborais. Neste caso, o senhor está imbuído da legitimidade que o seu cargo lhe dá.

Porém, acho que a lei deveria dar a hipótese aos donos dos estabelecimentos de escolher se querem ter locais para fumadores ou não-fumadores, simples, simplex, portugalex forex. Porque não? As pessoas têm direito de comer e inalar fumo ou não! Ainda por cima, com toda a polémica de se poder ou não fumar em Casinos, porque estes estão abrangidos por uma lei específica do jogo que implica tabaco, aquele fumo quase mítico que envolve as salas de jogo, como é que outros estabelecimentos de lazer não podem usufruir, também de uma lei específica? As discotecas por exemplo, tem todo o direito de o fazer. A discoteca não é um jardim infantil ou um hospital, nas casas de banho vão-se continuar a consumir drogas e apesar da lei que o impede, muitas vezes, ou sempre, fecha-se os olhos a esta situação e quê, vamos ter mais um hábito punido por lei, mais um vício marginalizado, quando nos casinos, onde existem tantos viciados no jogo, o fazem livremente?

Enfim, delírios do novo ano! Cada vez estamos mais vigiados e amordaçados é o que é! Câmaras de vigilância nos centros das cidades para combater a criminalidade, leis anti-tabaco, cortes no apoio à habitação jovem. Isso sim, é grave. Ser pobre é vosso problema e para isso, existem outros apoios dados pelo estado. Lá vamos nós, jovens precários, formados com altas qualificações, mal pagos e a desempenhar funções pouco estimulantes, engordar as filas do rendimento mínimo garantido!

Bom Ano Novo

quarta-feira

Saltimbanco por aí!

Mais mudanças se advinham, no meu caminho vão aparecendo outras ruelas e travessas e depois de avaliar as coisas na minha cabeça e de deixar de estar estupefacta como tudo acontece, percebo que sei adaptar-me a elas, que não digo que não, que não me fecho, pelo contrário, vou e saltibanco de poiso em poiso, sem medos, sem receios, só expectativas, sempre cheia delas.

Que seja diferente, que seja quente, que seja enriquecedor, viajo cá dentro, mudo-me daqui para ali, vou-me mudando, dentro e fora.

Tenho tido dias, noites e semana intensas, daquelas de tirar o fôlego, ando e ando e destapo as salas escuras e desconhecidas e descubro-me e revejo-me...acompanhada, afirmo-me como sou, abro-me e mostro-me. Também descubro, apalpo terreno às cegas, apenas uma luz me guia e umas outras mãos que não as minhas, que ora se sobrepõem às minhas ora se entrelaçam e são grandes e fortes e fazem-me bem!

E neste jogo de sedução, neste jogo da descoberta reforço-me, revitalizo-me, cresço, aprendo e sinto, não sentia assim há muito, não sentia tão intensamente um sentimento que nem sei qual é, que nem conheço, mas não me assusta, excita-me, dá-me energia e consideráveis doses de adrenalina.

A cada sorriso, a cada abraço, a cada beijo, a cada noite, sei que vivo, não sei o que vivo, porém é bom, o desconhecido é tão bom que sou capaz de me viciar.

E por isso, se tenho que me mudar, mudo-me de sorriso aberto e largo, mudo-me todos os dias, transformo-me e automizo-me mesmo quando me ligo a ti, aos outros, ao mundo. Fiz uma ligação à terra, ao centro da vida, ao centro da alma, é para aí que vou ou tento chegar.

A passagem por cá pode ser tantas vezes fria, desesperante e cinzenta, mas a cada manhã, a cada suspiro louvo a minha existência. Que acabe amanhã ou dure sem data para acabar, vale a pena este turbilhão de emoções.

sábado

A quarentena

Enigmas para aqui e para ali! Parto a cabeça para lá chegar, não consigo...Reclusões de almas atormentadas? Silêncios pesados e barulhentos?

Para tudo isto, bastam-me os meus, indecisões alheias, medos desconhecidos, também os tenho e já me é difícil carregá-los, dispenso os teus.

Carrega-os tu! Parte a tua cabeça, deixa a minha em paz.

Precisa de parar, de se centrar, de esquecer a selvajaria do mundo, deixei-te entrar para que me desses uns braços e abraços, para que me protegesses do frio e do cinzentismo e não para estares presente na tua ausência, nem te pedi nada, só que visses a alvorada da minha janela de frente para o lago, nem sempre, só às vezes, só quando os corpos se apetecem e os humores estão em sintonia.

Sem preocupações ou complicações, sem dramatismos ou racionalizações vãs.

segunda-feira

Caí da bolha ou os as merdinhas que nunca mudam

Dos ecos que chegam à bolha da minha felicidade os problemas são sempre os mesmos, sinto que nestes últimos dias andei quilómetros em frente porque fui corajosa e enfrentei os meus fantasmas e quando volto, por força das circunstâncias, ao mundo real nada mudou e no entanto, sinto-me tão maior, tão melhor, tão mais feliz que não percebo porque as coisas não se transformam e mudam.


Sempre os mesmos conflitos, as mesmas questões, as famílias disfuncionais, a falta de dinheiro, a falta de compreensão entre pessoas que se deveriam entender, caminhos distintos percorridos por pessoas do mesmo sangue e como diz o outro "makes me wonder" se vale a pena criar laços com outras pessoas e sim, é esta a questão que me persegue e sempre me partiu a cabeça e me faz ter medo de quem se chegue perto.

As cobranças, as palavras duras e ditas nos momentos de maior fragilidade, o uso do conhecimento do outro para magoar, a confiança que damos a quem nos conhece desde sempre e que nos infringe os mais duros golpes. Tudo sem pudor, tudo sem razão, tudo pelo orgulho, pelo poder e pela vontade de ditar o caminho dos outros, mais que o seu próprio.

Saí da minha bolha e dói-me a cabeça, saí da minha bolha e fiquei com comichão na cara, saí da minha bolha e nada pode aplacar esta vontade que tenho de me esconder outra vez!
Saltei para o redemoinho das emoções e da entrega. Partilho contigo o meu mundo, sem artifícios, o meu corpo, a minha pele, a minha respiração que se entrelaça na tua.

Os meus dedos e os meus braços procuram-te na noite iluminada pela lua cheia. Fazes-me bem, inspiras-me, respiro-te e levo-te no meu dia, no meu sorriso um bocadinho dos teus lábios, em mim o teu perfume!

Arrebata-me, leva-me nos teus braços para o teu íntimo.

quarta-feira

O passarinho verde

Sinto o cheiro da descoberta e sinto-me segura para ir até onde me quiser levar! O mistério é bom, a minha pele anda melhor.

Perdi o medo e vou até ao sorriso luminoso... Porque a vida não pode ser só pesada e com desilusões, preciso de alguém que a queira descobrir comigo. A minha pele está luminosa e a alergia já era.

Decidi então que a minha ansiedade e o medo não mandam aqui e assim, sinto-me mais livre e leve. Vi um passarinho verde e parece que ele me viu também!

No fim de semana rumo ao lar, doce poiso, esperam-me abraços e sorrisos familiares. Tenho muitas saudades dos vossos sorrisos e gargalhadas. A minha querida mãe, companheira e amiga faz anos, mas isso são outros assuntos.

Afinal o Inverno vem aí, traz com ele o frio e a chuva, precisamos de nos aconchegar uns nos outros, mais que na Primavera, estação de liberdade e corpos à mostra e faces rosadas.

Venha o Inverno, espero estar com o coração e a alma mais quente e uma escrita ainda mais pirosa.

quinta-feira

Porque estão as casas furadas à face da linha do comboio?

Quando nasci estavas lá para me dar o primeiro sorriso, a primeira palavra, para me aconchegares nos teus braços e corpo grande. A tua menina. Foste tu que me escolheste o nome. Depois quando os nossos caminhos se separaram, tu continuavas lá. Eu pequenina no teu colo, as fraldas e o biberão a saírem do teu casaco...íamos pelo caminho, no comboio cresci a perguntar porque é que as casas estavam furadas à face da linha de comboio, tu tentavas dar-me uma explicação que eu compreendesse, mas eu nunca me dava por contente com a resposta que me davas naquele dia e no fim de semana a seguir perguntava novamente, à espera de a resposta ser melhor.

Porque estão as casas furadas? Hoje, tenho 25 anos e ainda gosto de andar de comboio, de ver as casas furadas a passarem a alta velocidade pela janela do comboio. A razão para as casas estarem furadas já conheço e até sei dar uma justificação vinda da minha cabeça. Esse problema ainda me atormenta, porque ficam as casas furadas? Porque ficamos nós também furados e com vazios pequeninos?

Mas tu agora já não me tentas dar respostas às minhas dúvidas, achas que já cumpriste o teu papel. Por vezes, dizes-me que sou melhor que tu. Não, sou igual a qualquer um, igual, com furos, falhas e tudo mais.

As casas furadas atormentam-me na mesma, porém já não andamos de comboio, já não vemos as paisagens a passar a alta velocidade em frente aos nossos olhos.

Não sei se te desiludi, se esperavas mais, não sei porque não falas, não estás presente e por isso, és o meu maior furo, a minha casa está furada!


Quando um dia já não houver mais tempo para nós, quando o teu tempo tiver passado sei que vais ver que as nossas casas estão furadas, porém, nesse momento vai ser tarde demais para taparmos o furo.

quarta-feira

O tema do Clube de Jornalistas desta semana prendia-se com a precariedade dos jornalistas. Jornalistas mal-empregados, assim se intitulava o debate. Confesso que não vi a maior parte do programa, mas o bocadinho que apanhei deixou-me a impressão que apenas se constatou factos em meias palavras.

Todos sabemos que o jornalismo precário existe e que pior que isso, existe uma grande discrepância entre os jornalistas, uns ganham salários milionários, outros estão no intermédio e os restantes, a maior parte, digo eu, andam sempre com a corda ao pescoço. Sabemos também que a entrada no mundo do trabalho é complicada e muitas vezes impossível e mais grave que tudo isto, e ainda bem que os intervenientes o admitiram, que na classe jornalística existe uma falta de solidariedade enorme e um aceitar do estado das coisas como se este fosse inevitável ou natural, quem se safa, safo está, quem não o fez que se tivesse feito à vida.

Triste. Quando fiz o meu estágio curricular senti realmente uma falta de solidariedade para com os estagiários, pelo menos estes, já que esta era a minha condição. Esta parte da discussão dos jornalistas estagiários, apenas apanhei o fim e o que apanhei entristeceu-me. Para o director da redacção da Lusa, presente neste debate, é normal que os estágios curriculares existam e são até justificados. As universidades pedem aos jornais para que os seus alunos tenham formação em tempo real e em contextos à séria nas redacções e portanto, este estágio faz parte da nossa formação e é apenas celebrado pelas universidades e pelas empresas de meios. Ora, isto é fazer-nos de parvos. Basta ver alguns anúncios para recém-licenciados nos portais de emprego para perceber que os estágios curriculares são a maior invenção dos últimos tempos e que não se ficam pelo protocolo celebrado entre as faculdades e os jornais. São prática comum e corrente, levados a cabo sem qualquer regra ou monitorização das faculdades, das empresas ou por quem quer que seja.

Os estágios curriculares são bar aberto no jornalismo nacional, sem rei nem rock. São uma desculpa para suprimir a falta de pessoal nos quadros, porque as empresas não querem contratar mais profissionais para assegurar o que é preciso fazer para colocar mais uma edição cá fora.

As peças que os jornalistas estagiários produzem são publicadas e usadas na edição em causa como todo o restante trabalho feito pela redacção, podem ter menor importância por razões óbvias e lógicas, menos destaque, porque são menos importantes, mas asseguram uma parte essencial da publicação, no entanto não são pagas ao estagiário, ficamos pelo almoço e pelo subsídio de alimentação.

E a naturalidade com que tudo isto e muito mais se passa é de bradar aos céus, porém, num país de brandos costumes como o nosso, não é surpreendente.

Depois desta situação de trabalho não pago, para a precariedade, aqui sim precariedade laboral, porque a anterior situação é escravatura, exploração pura e dura vai um salto. Não existe respeito pelo trabalho do estagiário, passada esta fase e já na profissionalização, não existe respeito pela sua vida, pelas suas expectativas e pelo seu futuro, bem como pelo seu desempenho. Ficas a recibos verdes durante dez anos e mais nada e se arrebitas cachimbo, ficas sem trabalho.

Todo este processo é intimidatório. Enquanto estagiária sabe-se o quanto é difícil furar para entrar, sabe-se quantas horas se tem de trabalhar sem nada receber em troca e muitas vezes, nem uma formação decente acompanhada existe, como profissional com carteira a coisa não melhora muito. Mas já vamos todos mansos, vamos todos orgulhosos e contentes porque fomos escolhidos entre mil, porque conseguimos exercer a profissão e vencer num meio tão competitivo e duro e com a conversa do costume. Se não quiseres este lugar há muito quem queira, anda para a frente que atrás vem gente.

Por outro lado, não compreendo a posição do sindicato de jornalistas perante tudo isto, não percebo o porquê de nas faculdades não se debater a realidade dura da vida profissional de um jornalista, da precariedade presente e do desrespeito perante os estagiários. Pelo uso e abuso do estágio curricular, pela sua desvirtuação reiterada, pelo lavar das mãos de todos os actores deste filme dantesco.

Nos 25 cursos no campo da Comunicação deste país educam-se e formam-se massas acríticas e acéfalas, criam-se e alimentam-se sonhos não concretizáveis, não porque as pessoas tenham mais ou menos talento, não porque não tenham grande consciência do exercício da profissão, mas porque o ensino é podre e ultrapassado, pouco ou nada ligado ao mundo real e ritmo de uma redacção. Nunca nenhum professor me disse que tinha passado por situações precárias ou que as vivia naquele momento, nunca as discussões foram verdadeiras, porque nunca ou raramente vi jornalistas e intervenientes a assumirem as coisas como elas são. Precárias, desiguais e exploratórias.

O mercado é assim, o problema está nas grandes empresas dos media que concentram em si inúmeros meios distintos, rádios, jornais, televisões, portais de internet, produtoras de conteúdos. Sim, é uma realidade pesada de se ultrapassar e muito difícil de analisar e resolver, mas os direitos básicos laborais dos jornalistas são esquecidos pelos próprios pares, os maiores predadores dos jornalistas são eles próprios que desrespeitam reiteradamente a sua classe, os seus pares e o seu próprio trabalho, ferindo a classe e a sua dignidade. Muito porque são vaidosos e se dão demasiada importância, só olham para o seu umbigo, porque se tem em muito boa conta e se acham pedras e provedores da democracia, quando são os próprios a feri-la de morte.

Ferem-na de morte, porque não são solidários, porque não são reflexivos, porque não respeitam os seus princípios básicos e compactuam com o estado das coisas porque são os primeiros a serem força de bloqueio, cães de guarda do poder estabelecido, perdendo a sua independência e objectividade possível no exercício da sua profissão. Também os primeiros a não falarem sobre a precariedade do exercício da sua profissão. Aliás, para que tudo isto se comece a discutir é necessário que o novo estatuto ameace o exercício da profissão gravemente e as preocupações destacadas pelos jornalistas na redacção das notícias sobre a aprovação do estatuto sejam o facto de qualquer pessoa mesmo não licenciada possa aceder à profissão.

Preocupações a meu ver menores, já que foi assim que se começou a exercer jornalismo e o facto de as pessoas serem licenciadas ou não, não determinar um exercício excelente da profissão. Quanto e quantos jornalistas formados não são nódoas gritantes no jornalismo, quantos licenciados em jornalismo não se deviam dedicar a outra profissão, por não terem qualquer noção do que é o jornalismo, por não saberem escrever e mesmo reflectir e analisar os assuntos, por não conhecerem os princípios básicos de uma notícia ou por simplesmente não fazerem ideia do mundo onde vivem.


Não escrevo tudo isto porque estou ressabiada ou ferida de morte por não conseguir exercer a profissão que escolhi, escrevo este texto com a consciência que a precariedade no exercício e a impossibilidade de acesso ao jornalismo serem de facto discussões essenciais na sociedade actual e que primeiramente deverão ser debatidas pela própria classe e incluindo os recém licenciados para que assim estes sejam mais que massas amorfas prontas para dizerem Ámen a tudo o que se passa e a tudo o que lhes é proposto.

O jornalismo existe para informar e esclarecer os cidadãos, existe para que se tenha uma sociedade plural e mais esclarecida e por isso é inaceitável que ajam jornalistas que se recusem a dar o seu depoimento para o debate com medo de represálias, que existam profissionais que depois de contribuírem para o programa desta noite, peçam para serem retirados do programa.

Perante este exemplo é fácil perceber que caímos no fundo do poço, chegamos à recta final e que mais baixo que isto não podemos descer. Se um jornalista não pode falar abertamente sobre a sua experiência profissional e a realidade de todos os dias, mais nenhum trabalhador o deve fazer, mais nenhum cidadão se sentirá seguro ao falar das suas condições de trabalho. Não que o jornalista seja o exemplo imaculado e democrático que o cidadão comum deva seguir, mas se aquele que domina e conhece os meios de comunicação, meios privilegiados de difusão de ideias, debates, opiniões e realidades não se pode exprimir livremente, então, meus amigos, fechem as lojas, porque afinal a censura existe e está viva nos nossos espíritos e existe no nível mais básico, ferindo os nossos direitos adquiridos nas últimas décadas, não só enquanto jornalistas, mas enquanto cidadãos.


terça-feira

1, 2 & 3 and we are back!

Durante quase um mês deixei de ter computador e percebi o quanto fiquei condicionada. A vontade de voltar a esta janela era muita e hoje durante o dia só pensava que podia novamente escrever. Claro que podia ter pegado num lápis e num papel e escrever e até o fiz, mas não flui como aqui.

Neste mês que passou nada mudou, vi uns olhos bonitos e um sorriso enigmático que me apetece explorar, porém falta-me a coragem. Bahhh tão grande e tão fraca!

Concentrei-me mais no trabalho e passei a vivê-lo mais intensamente, já que deixei de constantemente procurar outras oportunidades de trabalho, ora aí está um ponto positivo, li mais, descansei mais e sonhei mais de forma autónoma, quando me farto de ler faço as minhas próprias histórias na minha cabeça, maior parte delas não as posso contar aqui. A minha imaginação é tão fértil que parece substituir a própria vida e assim, vou vivendo com ela e dentro dela, num mundo em nada perfeito, mas meu e de confiança!

Agora que aqui me deparo, exploro os sítios de sempre, vejo o que alguns dos amigos têm andado a fazer e que estão longe, vejo que receberei visitas em breve, visitas importantes e alegres...

Hoje o meu irmão fez anos. Entretanto a minha querida afilhada também fez um ano de vida, data importante e plantamos uma árvore e tudo e naquele dia eu senti com muito orgulho e satisfação que faço parte de mais uma vida e que esta pequena pessoa faz parte da minha! Estendi os conhecimentos e aproximei-me de outras realidades, de outras esferas dos amigos, senti-me incluída ainda mais nestas vidas e caminhos, vi-me a percorrer a existência com mais referências, mais amizade, carinho e fraternidade, vi-me a fortalecer laços e a encurtar distâncias. E isto é bom!

Também tenho a certeza que tenho que fazer um refresh à minha vida! Um restart, não pensar que tudo está traçado, porque sou eu que traço o caminho, quero muito ter força para fazer um restart, mais acção e menos reflexão!

Não é que esteja aqui a começar uma nova era, mas preciso de acreditar mais e mais, recuperar alguma candura perdida e por isso, vou explorar o sorriso intrigante e o olhar límpido que se apresenta, nem que para isso tenha de revirar as entranhas e enfrentar as inseguranças, as certezas estabelecidas, quero quebrar com as paranóias e deitar fora o lixo, deixar de pensar que me podem aprisionar, mas sim que vão ajudar a libertar! Preciso de me atirar de cabeça para o desconhecido.

Dói-me a cabeça ao pensar tanto e fazer tão pouco. No outro dia, disseram-me que Karma é Acção e pelo que sei, ainda não se paga por tentar e agir. Por isso, sempre que se cruzarem comigo por aí, perguntem-me se já agi, pressionem-me a agir, a mergulhar!

Porque apesar de hoje ter sido um dia de merda, stressante e banal, não perdi o sorriso, nem perdi a vontade de ir mais além. O que me tira as forças é a inércia, e essa, tenho de combater com Acção.

P.S e veio mais uma bebé ao mundo, já me tinha esquecido! Bem vindos sejam os novos sopros de vida!



Há mais ou menos uma semana que os monges budistas fazem encabeçam manifestações na Birmânia, aos monges juntaram-se as freiras e o povo deste país dominado por um ditadura militar. Hoje foi imposto o recolher obrigatório!

Ainda não aconteceram episódios violentos, apesar de neste país os presos políticos serem mais que muitos e um Nobel da Paz estar detida na sua casa desde 2003 por entre outras coisas, ter ganho as eleições democraticamente.

É importante que estas pessoas consigam mudar alguma coisa no seu país, que consigam impor a vontade soberana do povo, que vivam democraticamente e que os seus direitos não sejam atropelados. É importante para o seu bem estar e importante para todos os povos do mundo que lutam por regimes políticos democráticos e livres. É importante para nós, que vivemos em regimes democráticos, mas já de alguma forma viciados e que tantas vezes nos desencantamos, não esqueçamos que esta é a primeira conquista a de ser livre, o primeiro passo para evoluir é podermos ser nós a decidir o nosso destino.

Por isso, me solidarizo com estas pessoas e espero que a comunidade internacional pressione os militares a chegarem a um entendimento e espero que evitem o pior: um banho de sangue.


quarta-feira

#10 - lol! Nem sei que escreve na legenda desta foto:) Deixem os vossos comentários e impressões sobre o ruivaço!