fontes: Wikipédia, Público e Pública
quarta-feira
fontes: Wikipédia, Público e Pública
terça-feira
Aí os "ses", se os "ses" não existissem a nova vida seria tão monótona e o jornalismo actual estaria perdido.
(1) - http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1283716
(2) - http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1283925
(3) - http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1283987&idCanal=21
sexta-feira
quinta-feira
Há dias em que a orquestra está realmente bem afinada e falam todos ao mesmo tempo, "o meu nome é ??? e estou a ligar da ???, que é uma empresa de ??? e tal e tal". Desconfio que não haja orquestra de génese espontex tão coordenada como esta! No entanto, duvido várias vezes das capacidades de aprendizagem de muita gente, conseguem decorar, mas tem graves problemas em resolver situações de conflito ou factos inusitados. Aquilo que poderia dar algum, mesmo que pouco prazer quando aqui estamos armados em autómatos seria o facto de do outro lado estarem pessoas como nós que muitas vezes têm relutância em serem tratadas como números de telefone, das quais apenas interessa a idade e o sexo e por isso, subvertem todo o telefonema. Daí tirei o relativo gozo possível de alguns meses de telefonemas anónimos e estatísticos, personagens e reacções várias, malucas, eram essas que me faziam recordar um pouco das 3 ou 4 horas que teria passado ao telefone. Sim, porque de resto, saía de lá e passado 30 minutos já nem sabia o que tinha estado a fazer, onde tinha estado a trabalhar.
Agora o trabalho não sai tão facilmente de cima, antes fosse, agora e várias vezes, mais do que desejaria ele dorme comigo. Dormes sozinha todos as noites? Não, tenho o trabalho! Não aquece os pés, não faz festinhas, apesar de não cheirar mal da boca não deixa dormir e invade os meus sonhos sem pedir licença.
Para falar dos que aqui se sentam durante estas 4 horas e incessantemente telefonam e maçam seriam precisas umas quatro ou cinco horas, cada um com a sua particularidade, há para todos os gostos. Ora de olhos parados e esbugalhados como quem daqui quer sair a voar, ora energéticos e novos, velhos e cansados, bancários, administrativos, estudantes e vendedores, há de tudo aqui. espelham a vida actual pelo simples facto de trabalharem mais todos os dias do que descansam, do que se divertem, do que se podem entregar ao ócio, ao divertimento, ao saber ou ao conhecimento ou tão simplesmente aos de quem gostam, ao passeio descontraído pela cidade ou por outras paragens, em troca, têm carros, casas, roupas e hábitos, contas para além do que poderiam suportar.
As semanas de selecção de novos colaboradores é uma risota pegada, também uma canseira, dificilmente quem vem às entrevistas tem vontade de falar sobre a sua experiência profissional ou do que o poderá motivar para ter mais um trabalho ou apenas este, também fico com a sensação que não sabem muito bem o que procuram, havendo mesmo pessoas que não sabem ao que vêem. A propósito desta última tive uma senhora que chegou uma hora atrasada à conversa que tínhamos marcado, lá se sentou na sala e quando comecei a explicar as condições e o horário do trabalho, a senhora não tem mais nada, levanta-se da sala e entre um fracamente entoado "Não estou interessada" sai da sala.... A minha alma de tão parva que ficou deixou-me sem reacção possível, desejei-lhe boa tarde e até lhe agradeci por cá ter vindo, Agradeço ainda hoje pela sinceridade e por me ter mostrado mais um tipo de pessoas, aquelas que tendo emprego, são esquisitas em fazer o que tem que fazer, sustentar-se a si e talvez a outros.
Nesta sala, maior parte das pessoas trabalham 12 horas por dia, quando aqui chegam às 6 ou 7 da tarde, trazem caras cansadas e corpos pesados, já tiveram a sua dose de exigências, ordens e patrões, tarefas, reuniões ou apenas e tão só o passar dos dias.
Tenho pena de não existir na sala uma janela com vista para a rua, só vejo destas três e grandes janelas o prédio da frente e as traseiras dos vizinhos, não se passa nada, é uma cidade fantasma, como está mau tempo os gatos não saem para se estenderem nos telhados, ninguém põem a roupa a secar ou usufrui dos pátios de rés do chão!
O movimento é aqui dentro, raras vezes existem momentos de silêncio absoluto, mas também os há e nessas alturas não se ouve uma mosca aqui dentro, todos param para ganhar fôlego, sem gente com quem falar do outro lado, o manto do calmo silêncio cai por aqui e é muito bem-vindo, por mim, porque daquele lado, poucas vezes se apercebem que ninguém está a falar, estão todos caladinhos, a descansar as cordas vocais e os olhos que parecem ventosas coladas ao monitor que lhes mostra sempre o mesmo script, a mesma lenga-lenga. Estas lengas-lengas instalam-se facilmente no nosso espírito como que por magia, lembro-me que na altura que as recitáva tinha pena de não decorar tão facilmente a matéria de Economia como decorei esta lenga-lenga que todos dizem literalmente e não raras vezes de olhos bem fechados.
Olhos bem fechados é o que temos de ter enquanto mortificamos mais um pouco a alma, enquanto mais um dia nos sentamos em call-centers, servimos cafés, aturamos chefes chatos, não entendemos certas e determinadas directrizes e nos interrogámos porque é quem trabalha não tem mais não detém mais do que produz?
Pode parecer uma questão ultrapassada, marxista até, mas nunca ninguém me respondeu até agora de forma satisfatória. São mais 40 anos!
sexta-feira
Já há algum tempo que me ocorreu escrever sobre a saturação da imagem dos gato fedorento, mas motivos maiores afastaram-me deste escape cibernético. Como tal, vou explanar o meu ponto de vista sobre esta saturação comercial que me incomoda.
Isto é próprio da publicidade, a descoberta de uma fórmula e a sua repetição até à exaustão, até mais ninguém em Portugal conseguir ouvir e ver os 4 amigos. Admira-me, e porque os considero inteligentes, que alinhem nesta saturação, overdose de piadas made-in gato fedorento. Todas as semanas na tv, nos spots da PT, na net...enfim.
Claro que é um programa para uma audiência vasta e generalista que terá que chegar a mais gente, que fale de assuntos de domínio geral e tal e tal, nada contra, só acho que ganhar dinheiro com publicidade nem sempre é a alternativa. São opiniões e quem quer dá-las, dá-las!
quinta-feira
quarta-feira
A esta hora a página do Público está recheada de pérolas, desde não existir sala para os deputados receberem a Comissão Temporária do Parlamento Europeu para deslindar os voos da CIA com prisoneiros de Guantamano e o envolvimento de Portugal no caso, até ao facto já mais que sabido, que apenas 2% da população planetária dividir entre si mais de 50% da riqueza mundial, segundo um estudo apresentado pelas Nações Unidas, passando pelas crianças letãs enviadas para prostituição para Portugal. Mas a que mais intrigada me deixou foi a apresentação de um estudo realizado pelo CIES sobre a discriminação nas escolas.
sexta-feira
ingenuamente, encho o lençol e sou invadida por um prazer aliviante, de esvaziar o recipiente pensante, aglutinador do mundo em mim.
alma que me atormenta nas noites de calor, sufoca o corpo e a mente, transborda do cérebro a lava incandescente do dilúvio temperamental do dia e noite que passa e se entreanha na pele. de onde vim sei... páro na estrada dos caminhos escuros, reluzentes de promessas, perco-me nos trilhos falsamente fáceis do percurso. entre as árvores os sons, cheiros e óasis de vidas e cores, iluminam a passagem, o futuro caminho. no meio e entre o ambicionado e o presente, braços de árvores centenárias, frondosos ramos cortam a vista. ir mais além.
casas aconchegantes e ternurentas, cheias de familariedades e cantos explorados, apinhados de rotinas e hábitos, umas vezes coloridos, umas vezes extenuantes e chatos. Nem um buraquinho desconhecido no chão do refúgio. Os animais e secretismos já não vivem aqui. Apenas o pó criado pela contemplação e hábito do conforto e aconchego.
quando sopra a brisa, o vislumbre, nada claustrofóbico do mar calmo e fresco, depois da falta de sombra, alimenta o desejo de mergulhar. novamente, no caos refrescante que vive em ti, em mim, por entre os prédios de vibrações rectas e altas, ondulantes de recheio orgânico. existir e sentir.
segunda-feira
Mas infelizmente e com tantos intervenientes, que mais ou menos contrariados intervêm na campanha pelo sim ou pelo não, poucos são os que falam e exigem que o Estado e seja qual for o veredicto final, ponha em marcha a tão necessária Educação Sexual nas escolas e que invista e reformule, já que estamos numa época de reformas, o Planeamento Familiar e o torne numa estratégia presente e efectiva.
A disciplina de Educação Sexual é fundamental para que aja uma verdadeira mudança das mentalidades e condutas sexuais de todos e todas. Assim sim, seria possível termos futuras gerações conscientes que saibam tomar decisões sobre o seu próprio corpo, vida e a gestação de uma outra. Sem juízos de valor, sem hipocrisias, sem tensões.
Sou a favor da legalização do aborto, o meu corpo é meu, a minha consciência é que decide e não admito que seja o Estado a dizer quando devo ou não ter um filho, constituir família ou que me diga se estou ou não preparada para o fazer.
terça-feira
Desculpe lá, não a queria chatear!!!
segunda-feira
Ocorrem-me duas hipóteses: ao viajar, conhecer e disfrutar teriam brotado ideias e planos visualizados ao mílimetro ou então fechava-me numa ilha deserta a escrever um testamento com as directrizes do que teria feito com tanto dinheiro, se me tivesse dedicado a ele. Fruto da angústia que este me criára, fechára-me na ilha deserta com uma casa maravilhosa e um campo de cultivo...lá se ia o dinheiro!
terça-feira
Os Grandes Portugueses é um programa inútil, nacionalista e pouco patriótico, já que mais uma vez a História nos é apresentada, desta feita escudada nas personalidades, como algo distante e pouco actual, sem lugar para as transformações vividas e operadas em Portugal no Século XX e que foram bastante importantes, já que explicam em muito a actual situação do nosso atrasado e acolhedor país.
Os Grandes Portugueses deriva directamente do programa concebido no Reino Unido, pela BBC: "Great Britons". Para os ingleses o Great Briton é Winston Churchill, estadista reconhecido do Reino Unido e que faz parte da História recente do mesmo país.
Como sempre e por cá, contínuamos a falar de D. Afonso Henriques, D. Sebastião e afins. Personalidades que marcaram o que somos como sentimos e muitos caminhos tomados, mas passaram muitos anos, séculos até. Muita água passou por debaixo da ponte e já nem os próprios se devem lembrar que aqui estiveram.
No primeiro programa, da primeira fase d´Os Grandes Portugueses viu-se o quanto o povo português sabe de História e a conhece com especial incidência para as gerações mais novas: uma menina de 15 anos dizia que a Maior Portuguesa de Sempre era a Bárbara Guimarães. Ah? Como disse? Então que é feito dos artistas, pintores, escritores, cientistas, desportistas, pensadores... que puseram Portugal no mapa e são mais facilmente reconhecidos no estrangeiro que no seu próprio país e que ainda se encontram entre nós? Realmente com respostas destas mais vale ficar lá bem atrás no passado. O pessoal já teve tempo para decorar os nomes.
Portugal tem avesso a grandes conquistas e feitos actuais e próximos do momento em que vivemos, porque existe gente tão portuguesa como nós que não se deixa abater pelo espírito pessimista que nos caracteriza, que não se deixa levar pelos Velhos do Restelo do burgo e contra ventos e marés faz coisas inovadoras e utéis.
Mas não, a RTP contínua a falar dos mesmos portugueses de sempre os de 1800 e troca o passo que mal ou bem contribuiram para a nossa História.
Como retaliação o Inimigo Público e o Eixo do Mal lançaram o desafio de eleger o Pior Português de Sempre. Quem é mais responsável pela choldra onde vivemos? Para mim é o próprio Povo português, que bem ao seu estilo, mais uma vez vai cair na História da carochinha e vai votar em massa no Maior Português de Sempre, aquele que se deixa levar por grandes espectáculos televisivos como este, pelos roadshows programados para promover o programa, pelas vaidosas Marias Elisas que depois de ter estado ligada a uma cor política não se incomoda em assumir o seu lugar na RTP, ao que parece cativo e que traz na bagagem este formato british que lhe acenta tão bem.
Sim, porque este programa tem recursos técnicos dignos da televisão do Estado, estratégias de promoção que usam todos os meios e mais alguns: rádio, spots publicitários, outdoors, mupis, cartazes pequenos de transportes públicos...toda uma parafenália de promoção.
Para apresentar o programa aos meios de comunicação social foi escolhido o Padrão dos Descobrimentos, volta ao passado, onde Maria Elisa aparece acompanhada com um rapaz mascarado de descobridor ou lá o que é. Porque é que o senhor não foi transformado em António Damásio? Na Rosa Mota? Na Joana, a maestrina menina prodígio que com aproximadamente 30 anos dirige as maiores e mais conceituadas orquestras do mundo? Não sei, parece-me que tínhamos tanta gente para salientar sem ser os eternos mortos que se engradeçe por cá que mais parece que gostamos de viver no passado e que são usados para nos atirar areia para olhos: vejam como nós fomos e não pensem no que nos tornamos!
No Pior Português de Sempre com humor e bom gosto, para uns, calculo que para muitos não, ao menos poderemos identificar aqueles que com o nosso consentimento já há muito desfizeram as glórias passadas.
A meu ver, deveríamos enquanto povo olhar e enaltecer os actuais grandes portugueses, gente dinâmica que contra os ventos, marés e fados lusos acreditam que podem fazer mais e que se empenham e entregam sem demoras e receios a novas ideias, iniciativas e projectos.
Podíamos com este programa iniciar uma discussão sobre a actualidade, uma discussão profunda e baseada no acertado conhecimento e cultura que a História nos dá como se de um motor de mudança se tratasse, já que quando se fala e debate a História nos media e nos livros da escola é só para enaltecer os feitos e glórias dos eternos heróis lusitanos.
Para que cada cabeça tenha a sua sentença e/ou voto:
http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/grandesportugueses/index.php
quinta-feira
quarta-feira
segunda-feira
De realçar o ênfase dado ao facto de Carlos Castro ser um homem culto e solitário, que tem por amigos chegados homens da cultura nacional e não só, que vive neste momento rodeado de fotografias, discos e livros.
Acho incrível como certas publicações conseguem tornar todos aqueles que retratam em ícones e isto tudo, porque o senhor faz 30 anos de carreira a favor da cusquice e comentário da vida alheia.
Admiro o facto de o senhor se ter esforçado para subir na vida e nunca se ter recusado a trabalhar, nem que fosse a lavar escadas como o próprio frisa e se não me engano, já frisou noutras alturas, acho bem que seja um homem culto e que apesar de todas as adversidades não tenho deixado de se rodear de livros e música. Também acho bem que tenha as suas fotografias e viva agarrado ao seu passado, cada um na sua. Mas daí a achar que este tenha feito alguma coisa verdadeiramente especial pela humanidade que não tenha sido viver a sua vida, discordo e que por isso, tenha direito a uma entrevista de fundo numa publicação dita de renome, também.
Quanto mais não seja porque este destaque dá-se ao facto do senhor ser um fofoqueiro profissional. É verdade que gosto de uma boa fofoca, mas não idolatro os seus profissionais porque o fazem bem ou porque foram pioneiros. Lembro-me, assim de repente, de tanta gente que teve histórias de vida bem mais interessantes que este senhor. Rompeu com preconceitos? Sofreu pressões? Foi praticamente abandonado pela família? Ok, tem toda a solidariedade do mundo, mas terá sido o primeiro ou o último a enfrentar o conservadorismo da sociedade em que vive, terá sido o primeiro ou será o último a enfrentar a resistências? Não mais que qualquer pessoa que queira levar a sua vida e vivê-la como sente e bem lhe apetece.